A Justiça Federal suspendeu o prazo de
inscrições dos alunos e a divulgação dos resultados da pré-seleção e da lista
de espera para o Financiamento Estudantil (Fies). O mandado de segurança impede
o prosseguimento do programa até que o Ministério da Educação (MEC) esclareça
os critérios adotados na definição das vagas ofertadas. O MEC informou, na
noite desta sexta-feira (7), que ainda não havia sido notificado da decisão e,
por isso, não comentaria a decisão judicial. A ação foi iniciada pela
Anima Educação, um dos principais grupos educacionais do País, que até o ano
passado tinha 39% dos alunos com mensalidades pagas por intermédio do Fies. O
grupo apresentou como justificativa à ação que o ministério restringiu o número
de vagas a serem contempladas pelo financiamento e definiu critérios para a
distribuição de vagas, mas há "inconsistências e desigualdades" na
escolha. Um dos exemplos usados agora é de que o curso de Engenharia Civil
de uma instituição do grupo, apesar de ter conceito 4, teve a aprovação de
apenas 20 das 90 vagas que foram solicitadas.










